O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) firmou um termo de
ajustamento de conduta (TAC) com os três maiores fabricantes de refrigerantes do
Brasil: Coca-Cola, Ambev e Schincariol. O objetivo é reduzir os níveis de
benzeno nos refrigerantes cítricos de baixa caloria. As empresas terão o prazo
de cinco anos para ter no máximo 5ppb (cinco partes por bilhão ou 5 microgramas
por litro) da substância nas bebidas. Esse é o limite da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) para a água potável.
O benzeno, que pode desencadear doenças sanguíneas, é resultado da reação
entre os ácidos benzóico e ascórbico. Este último é a vitamina C, que é
adicionada nos refrigerantes cítricos. O benzeno se forma mais nos refrigerantes
light e diet, uma vez que o açúcar inibe a formação da substância. De acordo com
o Ministério Público, os fabricantes de refrigerantes informaram que traços
mínimos de benzeno também podem ser consequência da quantidade da substância
pré-existente na água.
Em 2009, a Associação Consumidores Pro Teste detectou benzeno em sete
amostras de diferentes marcas, o que fez o Ministério Público instaurar
inquérito civil público para apurar o caso. O MPF acabou descobrindo que não há
no Brasil nenhuma regulamentação estabelecendo os níveis máximos de benzeno em
refrigerantes.
Foram analisados 14 refrigerantes
diets, lights e zero e suas versões tradicionais. Dos sete refrigerante em que foi detectado benzeno, Fanta Laranja
Light e Sukita Zero o apresentavam acima do limite recomendado. Na Sukita
Zero, a concentração da substância era quatro vezes o máximo indicado pela
Anvisa para água potável.
Dentro do limite aceitável, a Pro Teste encontrou
benzeno no Dolly Guaraná tradicional e light, na Fanta Laranja tradicional, na
Sukita tradicional e no Sprite Zero. Segundo a Pro Teste, o limite permitido pela Organização Mundial de Saúde
(OMS) para a água potável é de 10 ppb. Nos Estados Unidos, é de 5 ppb e na União
Europeia de 1ppb.
Fonte: oglobo.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário