Tomar uma ducha ou relaxar numa banheira pode ser um hábito
alucinante. Principalmente depois que sais de banho alucinógenos foram
encontrados no mercado americano. Os produtos, vendidos em lojas e na
internet, ameaçam desembarcar no Brasil. Aparentemente inofensivos, eles
causam alucinações e delírios, seguidos de depressão profunda. Tanto
que a Drug Enforcement Administration (DEA), agência americana que
controla drogas, proibiu a venda dos sais Bliss, Wave Purple, Vanilla
Sky e Wave Ivory. Todos imitam os efeitos de metanfetamina.
Os verdadeiros sais de banho, aprovados para este fim, agem como
energizantes, esfoliantes suaves, espumantes e aromatizantes. Já os
produtos proibidos, além dos efeitos alucinógenos, causam aumento de
pressão arterial e agressividade impulsionada por surtos de paranoia.
Isso porque contêm mefedrona, methylenedioxypyrovalerone (MDPV) e
methylone.

Os sais estão na categoria mais restritiva da DEA - a de
substâncias com alto potencial de abuso e vetadas, sem supervisão
médica. O problema é que os sais perigosos são similares aos cosméticos,
vendidos em pó ou cristais. Os usuários podem ter paranoia durante meses, e há relatos de
casos de violência extrema entre consumidores. Um usuário invadiu um
mosteiro e esfaqueou um padre na Pensilvânia.
Em outro episódio de surto
paranoico, uma mulher em West Virginia cortou o próprio corpo várias
vezes. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
diz que, desde agosto, a mefedrona é tratada no país como droga ilícita,
de uso e venda proibidos. Vender, manipular ou consumi-la é
crime.
Fonte: oglobo.com
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