As Organizações Sociais (OSs) são um sistema de gerenciamento feito pela iniciativa privada. Usuários das unidades de Saúde, servidores, bombeiros e representantes de sindicatos alegam que o projeto tem como objetivo privatizar os hospitais estaduais.
A polêmica sobre as OSs, que funcionam em diversos estados, chegou ao Supremo Tribunal Federal. A ação que questiona a legalidade das OSs, no entanto, está parada desde maio. A ação foi movida em 1998 pelo PT e pelo PDT, coligados em chapa que concorreu à Presidência da República nas eleições daquele ano.
O secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes, negou durante entrevista à CBN, na manhã desta terça-feira, que esse processo seja de privatização. De acordo com ele, a primeira coisa que o estado tem que fazer é afastar essa ideia.
Clara Fonseca, diretora do Sindsprev e presidente da Associação dos Funcionários do Hospital Estadual Rocha Faria, criticou a gestão dos hospitais pelas Organizações Sociais.
- Tudo que o governo não implementa nada para a saúde. Isso não vai melhorar em nada a situação da saúde. A entrada das Organizações Sociais é o extermínio do servidor público, que não terá mais contrato, prejudicando o nível profissional. E a população é que vai sofrer as consequências - afirma Clara Fonseca.
Um grupo de bombeiros que já estava em frente à Alerj protestando por melhores salários se uniu aos servidores da saúde. Depois, parte dos bombeiros seguiu em direção ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, para dar prosseguimento à manifestação da corporação . O movimento provocou pontos de retenção no trânsito da Zona Sul.
Fonte: oglobo.com
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